Trilhas e Caminhadas

Atualizado: Mar 19






Trilha: definida por um caminho terrestre a seguir, mais estreito, rústico, entre vegetação e repleto de obstáculos. O termo era mais utilizado para definir circuitos de moto e bicicleta, mas vem se popularizando e tornando-se mais conhecida como trajetos feitos a pé, caminhando.


Podemos caminhar entre as ruas das cidades, mas isso nos aproxima de situações do dia-a-dia: estresse do trabalho ou da vida social, correria, quantidade de informações que chegam e precisam ser processadas, barulho, poluição.


Por isso, cada vez mais as pessoas buscam um contato maior com a natureza: querem distância de todos os fatores que lembram sua vida diária e buscam um ambiente de paz e tranquilidade.



(Fonte: Tovima)


O neurocientista Shane O’Mara, autor do livro “In Praise of Walking” (traduzindo, “Em louvor à caminhada”), defende que caminhar deixa as pessoas mais felizes e inteligentes, e isso é alcançado quando nos movimentamos pelo mundo.


Segundo Rebecca Solnit, autora do livro “A história do caminhar”, o simples fato de caminhar explora duas topografias: explorar o mundo e explorar a mente.


O uso de trilhas em meio à natureza para caminhadas certamente é crescente nos últimos anos: cada vez mais as pessoas utilizam as trilhas para contemplar e interagir com a natureza, realizar atividades recreativas, praticar esportes e o Ecoturismo, visando o bem-estar.


Além disso, segundo médicos, as caminhadas auxiliam na saúde: no combate à obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, reduzindo da pressão arterial, fortalecem ossos e músculos e diminuem a ansiedade e o estresse. Aumentam a produção de substâncias estimulantes em nosso corpo, como a adrenalina, e também melhoram o condicionamento físico, dando mais disposição ao organismo.


(Fonte: Go Outside)


Muitos estudos comprovam que a conexão com a natureza diminui também o risco de doenças mentais, melhora a concentração, memória, o humor, ajudam a reduzir inflamações, distúrbios do sono e até a miopia. Entendendo estes benefícios, cidadãos de Tóquio, no Japão, uma das cidades mais urbanas do mundo, aderiram a conexão com a natureza como uma das tarefas diárias em busca de relaxamento e meditação.


A revista Nature fez um estudo no qual concluiu que é necessário o contato com a natureza de pelo menos 2 horas (pesquisa de 2019), semanalmente, para que o corpo possa usufruir de seus benefícios.


Richard Louve, americano que lançou o livro “Vitamin N: The essencial guide to a nature – rich life” (traduzindo, Vitamina N: Um guia essencial para uma vida mais rica em natureza), o estudioso concebe a idéia de que a natureza seria um “remédio” sem contraindicações e prescrito por vários profissionais da saúde. E bem verdade, este potencial terapêutico da natureza vem sendo cada vez mais explorado, substituindo as pílulas e outros tipos de tratamento.


História do Caminhar



(Fonte: Cultura Mix)


O caminhar é tão antigo quanto o próprio homem: está relacionado, em princípio, à sua necessidade de locomoção. Depois, sua sobrevivência e com o passar dos anos, outras finalidades: em toda história antiga vemos casos de povos que se deslocavam em busca de alimento, locais para sobreviver, peregrinações religiosas, comércio e guerras. Tem impacto não apenas no individual, mas se trata também no social, rumo à mudança de uma vida comum.



(Fonte: Site Arqueologia e Pré-história)


Percebe-se que, no início, era de costume caminhar, pois seria a única opção existente. Com a revolução industrial, avanços tecnológicos e privatização de espaços públicos, deixou-se de caminhar, dando espaço para máquinas, meios de transporte e vida baseada num mundo cada vez mais acelerado. A vida urbana trouxe o sedentarismo e muitos problemas de saúde. Na última década, chegou-se a 54% da população mundial vivendo em áreas urbanas. Devido a este cenário cada vez mais estressante, começou um movimento de resgate aos valores do campo e natureza.


A idéia de passeios em meio à natureza por prazer surgiu no século XVIII, com o fim do feudalismo europeu e pensamentos do Romantismo (caminhadas pela natureza eram atividades lúdicas e prazerosas). Com o início da urbanização, no século XX, pessoas que iam morar na cidade sentiam falta do contato com a natureza e o campo, e faziam caminhadas para suprir esta falta.


(Fonte: Globo Esporte)


Caminhadas de cunho recreativo, voltadas para o turismo e lazer têm registros a partir do século XIX, com movimentos de implantação de trilhas com o objetivo de aproximar pessoas comuns aos ambientes de montanhas. Surgiram nesta época clubes de caminhadas, excursionismo e montanhismo.


Na década de 90, caminhar é a forma de exercício mais popular no mundo, superando todas as outras formas de esporte e exercício.



Termos



(Fonte: ICMBio)


Trilha: percurso terrestre com ida e volta pelo mesmo caminho; Segundo a ABNT, é uma "via estreita, usualmente não pavimentada e intransitável para veículos de passeio".


Trilhar: caminhar ou andar por trilhas


Caminhar: Seguir por um caminho ou percorrê-lo andando a pé


Circuito: percurso terrestre que possui início e fim no mesmo local, mas seguindo por caminhos diferentes.


Travessia: percurso terrestre com início e final distintos;


Pedestrianismo: caminhar ou correr, sendo atividade desportiva, competitiva ou não competitiva, praticada essencialmente em meio à natureza


Hiking e Trekking



(Fonte: www.cigna.com.hk)


Hiking é um termo em inglês que significa “andar por aí”: é uma caminhada de curta duração, geralmente poucas horas, sem camping ou pernoite, em terrenos em geral, menos acidentados. É um termo muito pouco utilizado, mas comumente praticado.



(Fonte: Portal de Inverno)


Trekking envolve uma caminhada de longo percurso, com pernoite ou camping e terrenos de todos os tipos. É uma palavra de origem sul-africana, século XIX, que significa trilho ou percurso pedestre. Em sua origem, tem conotação de resistência física e sofrimento, pois surgiu em época de escravidão (quando os trabalhadores holandeses chamados voortrekkers colonizaram a África do Sul) e onde o único meio de locomoção era a caminhada. Usualmente na língua portuguesa, a palavra trekking significa caminhada em trilhas; por isso muito se confunde os termos.



(Fonte: Campo Base Outdoor Equipment)


Impactos


Num alerta feito pela Eco Brasil. os impactos mais comuns causados pelas caminhadas em trilhas são: perda da cobertura vegetal, aumento da compactação e erosão do solo, alterações na composição, diversidade e estrutura das comunidades vegetais e perturbações à fauna. Impactos obviamente causados devido à frequência do uso das trilhas, o regime de manutenção dessas e a vulnerabilidade da vegetação.


Um planejamento sobre o local da trilha e suas condições é fundamental para que se possa acompanhar os impactos e viabilizar o estudo para o manejo de visitantes. Se faz necessário também o acompanhamento e monitoramento destas áreas, visando limite de uso, para uma perspectiva de preservação e sustentabilidade.


Grau de Dificuldade das Trilhas


A classificação do grau de dificuldade de uma trilha é influenciada por inúmeros fatores:


- O nível de preparo físico e habilidade/experiência do usuário;


- O grau de experiência de quem está definindo o grau de dificuldade;


- Qual a estação que será utilizada a trilha e quais os fatores influenciadores? (frio, calor, seca, chuva);


- Período e tempo de percurso da trilha (diurna, noturna, um dia, vários dias);


- Distância a ser percorrida;


- Equipamentos necessários (mochila leve, cargueira, suprimentos, barraca e outros equipamentos de camping);


- Variação altimétrica; desníveis (altitude), que influenciam no tempo gasto;


- Condições naturais da trilha (geografia do local: pedras soltas, terra, raízes, vegetação entre outros)






Todos estes fatores citados influenciam em uma classificação de níveis de dificuldade das trilhas, e por isso geram divergências, dando margem aos mais variados tipos de interpretação: uma pessoa pode entender como grau de dificuldade um obstáculo por exemplo, e outra pessoa não.


Existem inúmeras classificações, como os seguintes exemplos internacionais de classificação de graus de dificuldade, divididas de acordo com:


- intensidade (fácil, moderada e difícil) ou nível técnico (fácil moderado, extenuante, desafio final) (Mountain Travel Sobek);


- graduação (fácil, moderada ou extenuante) e classificação das atividades em graus (A, B, C, D e E, que levam em consideração o condicionamento físico) (The Adventure Company).


Um percurso pode ser classificado pelo proprietário deste, operadoras de turismo, entidades regulatórias, entre outros, e cada um deles é responsável pelas informações fornecidas.


A ABTN (Associação Brasileira de Normas Técnicas), órgão regulamentador brasileiro, estabelece através da NBR (Norma Brasileira) 15505-2 critérios para a classificação de percursos utilizados em caminhadas, com ou sem pernoite, quanto às suas características e severidades, visando facilitar o acesso às informações pelos participantes de maneira padronizada e comparativa. Utiliza como referência o Método de Información de Excursiones (Montana Segura MIDE) da Federación Aragonesa de Montanismo (FAM), da Espanha.


Os critérios para a classificação de percursos de caminhada utilizados pela ABNT são:


- Grau de severidade do meio (dificuldades e perigos decorrentes do meio natural, que podem ser encontrados ao longo do percurso: risco de quedas, pluviosidade, temperatura entre outros), de acordo com a quantidade de fatores existentes:

1. Pouco severo,


2. Moderadamente severo,


3. Severo,


4. Bastante severo e


5. Muito severo


- Orientação do percurso (presença de sinalização, pontos de referência, trilha bem marcada):


1. Caminhos e cruzamentos bem definidos,


2. Caminho ou sinalização que indica a continuidade,


3. Requer a identificação de acidentes geográficos e de pontos cardeais,


4. Requer habilidade de navegação fora do traçado e


5. Requer navegação para utilizar trajetos alternativos e não conhecidos previamente;


- Grau técnico do percurso (condições do piso: tipos, obstáculos, pedras soltas):


1. Percursos em superfícies planas,


2. Percursos por caminhos sem obstáculos,


3. Percursos por trilhas escalonadas ou terrenos irregulares,


4. Percursos com obstáculos e


5. Percursos que requer técnicas verticais.


- Grau de esforço físico: considerando um participante comum (adulto, não esportista e com bagagem leve), definir qual a quantidade de esforço físico necessário para cumprir o percurso, levando em consideração sua extensão de desníveis:


1. Pouco Esforço – até 1h,


2. Esforço Moderado – mais de 1h até 3h,


3. Esforço Significativo – mais de 3h até 6h,


4. Esforço Intenso – mais de 6h até 10h,


5. Esforço Extraordinário – mais de 10h.


Em todo o mundo é muito complexa a classificação das trilhas de caminhada, pois os fatores a serem considerados são inúmeros. Normalmente, essa classificação, a grosso modo, é feita dividindo as trilhas em níveis técnicos, de acordo com a distância da trilha e seus desníveis, subdividindo-se da seguinte forma: fácil / leve, moderado / médio, difícil / pesado, extra pesada.


Mas como dito anteriormente, as atuais classificações podem ser interpretadas das mais diversas formas. Podermos ter uma base muito supérflua sobre a trilha com estas classificações. Porém, o melhor a se fazer é estudar e conhecer mais a fundo sobre a trilha que se propõe a caminhar, seja através de relatos, posts, reportagens, documentários, dissertações, estudos e até mesmo o conhecimento de guias e moradores do local, verificando todos os fatores influenciadores nas classificações já enumerados anteriormente neste post.



Conclusão





Uma das principais e crescentes formas de prática de exercício são as caminhadas, sejam de curta ou longa distância, devido aos inúmeros benefícios que elas proporcionam. Acrescida a esta prática, o local onde são feitas, em meio à natureza, vem a somar todos esses benefícios.




Que tal então começar a usufruir deles?


Lembrando que é de extrema importância:


- Conhecer e estudar o local onde a prática será feita (incluindo mapeamento ou guia se for necessário, condições naturais da trilha, condições meteorológicas, infraestrutura ou ausência desta);


- Preparação física (graus e níveis de dificuldade da trilha variam de acordo com a capacidade física);


- Preparação do vestuário: Roupas leves com proteção para o sol, chapéus ou bonés, meias adequadas e botas de trilha são sempre indicadas para esta modalidade esportiva;


- Preparação de equipamentos: de acordo com o tipo de caminhada a ser realizada, mudam os equipamentos necessários: mochila leve ou cargueira, alimentos, necessidade de barraca, isolante térmico e caso de dormir ou não, quantidade de água, roupas para se abrigar, bastão de caminhada, luvas;


- Equipamentos sempre necessários: lanterna, manta térmica, capa de chuva, kit primeiros socorros, sacolas plásticas para armazenar lixo;


- Respeitar as áreas naturais, animais e vegetação: recolher seu próprio lixo, não degradar o meio ambiente com escritas, desenhos e pichações, nunca retirar nenhum item da natureza, seja de natureza vegetal ou animal, não fazer fogueiras, respeitar os animais e as pessoas que utilizam a trilha, evitando utilizar aparelhos sonoros.


Assim sendo, uma excelente trilha ou caminhada a todos!!!



(Fonte: Mala de Aventuras)



Bibliografia, links e documentos interessantes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilha


https://pt.wikipedia.org/wiki/Trekking


https://www.webrun.com.br/historia-da-modalidade-caminhada/


https://umasulamericana.com/niveis-de-dificuldade-de-trilhas-classificacao/


https://www.ecycle.com.br/component/content/article/10-pegue-leve/4646-pedestrianismo-caminhada-ferramenta-conhecer-meio-ambiente-cultura-local-quebra-melhorar-condicionamento-fisico-reduzir-emissoes-walkability-esporte-roteiros-pedestre-urbano-atividade-fisica-mobilidade-transporte-andar-rotas-.html


https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/trekking/


https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/beneficios-do-contato-com-a-natureza/


https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/especial-publicitario/fullrepel/maxima-protecao-nao-custa-caro/noticia/trilhas-e-caminhadas-ecologicas-proporcionam-beneficios-a-saude-fisica-e-mental.ghtml


https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/urbanismo/pensar-com-os-pes


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https://www.soliteratura.com.br/romantismo/romantismo01b.php


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